Vivenciando uma comunidade missional

4 minutos | Postado 1 ano atrás

1228667_64030698

 

O lugar de encontro dos primeiros cristãos era o templo e a casa. Mais tarde o templo foi destruído, o sacerdócio banido, os sacrifícios cessados. Agora só restavam as casas, o sacerdócio de todos os crentes e Jesus, o sacrifício perfeito. Essa era a igreja primitiva.

“E partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração”. At 2:46

“Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus,… Saudai também a igreja que está em sua casa”. Rm 16:3-5

“Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa”. Cl 4:15

“E à nossa amada Afia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa”. Fm 1:2

Curiosamente, a igreja primitiva não conhecia nada a respeito do que hoje corresponderia a um edifício de igreja. Mas o que a igreja fazia quando crescia a ponto de não mais caber em uma casa? Ela se multiplicava e se ajuntava em várias outras casas segundo o princípio “de casa em casa”. Os cristãos do primeiro século se relacionavam uns com os outros e as casas eram primordiais para isso:

  1. A casa de Deus não é um edifício, mas a comunidade de crentes.
  2. A casa é o ambiente natural para o exercício da mutualidade – aqui se pratica a Koinonia (vida compartilhada)
  3. A casa reflete a natureza familiar da igreja – não é um ambiente impessoal onde olhamos as nucas dos outros, mas onde há intimidade e participação.
  4. A casa reflete a autenticidade espiritual – nada de show, superprodução pessoal ou institucional, é apenas o conforto natural de uma casa, onde ninguém se sente ameaçado e inibido, mas se sente à vontade para ser quem é.

A igreja primitiva se encontrava nas casas de seus membros por razões funcionais – o contexto da casa viabiliza alguns elementos da vida espiritual. A comunhão face a face ocasiona respeito mútuo, responsabilidade mútua, submissão mútua e serviço mútuo.

Temos a distinta impressão, no Novo Testamento, de que os cristãos do primeiro século viviam a sua fé numa cultura de comunidade. Vários fatores no Novo Testamento apontam para este tipo de igreja. Acompanhe os textos:

  1. Culto participativo em vez de culto de expectadores: Ef 5:19; Cl 3:16; I Co 14:26;
  2. Eles se reuniam também nas casas: I Co 16:19; Rm 16:5; Cl 4:15; At 5:42;
  3. O ensino da palavra, muitas vezes, refletia um contexto de poucas pessoas: Mt 18:15-17;
  4. As refeições eram partilhadas de casa em casa: At 2:46;
  5. Os dons eram exercidos no contexto do grupo menor: I Co 14:26-33;
  6. Colocar em prática o “uns aos outros” requer um contexto comunitário: Gal 6:2; Rm 15:7, 30; Ef 4:2, 32; 5:19, 21.

A metáfora que predomina no Novo Testamento para retratar a igreja é a da FAMÍLIA.

“Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”. Gl 6:10

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Ef 2:19

A maioria de nós não tem dificuldade em aceitar a ideia de que a igreja é uma família. Todavia, a encarnação prática dessa realidade e da vivência de seus desdobramentos não é tão fácil assim. Há seis aspectos do que significa para a igreja ser uma família:

  1. Os membros cuidam uns dos outros
  2. Os membros passam tempo juntos
  3. Os membros demonstram afeto uns pelos outros
  4. A família cresce
  5. Os membros compartilham responsabilidades
  6. Os membros refletem em suas relações o Deus triúno

 O primeiro passo para mudar depende de reconhecermos nossa condição, a nossa realidade hoje, e então sonhar com uma nova igreja, ou seja, ver uma outra realidade e por fim traçar um plano de ação para se chegar nesse sonho. Vamos por etapas, hoje queremos fazer um estudo de contrastes da igreja do Novo Testamento e da igreja em geral na atualidade.

Hoje queremos fazer um estudo de contrastes entre igreja do Novo Testamento e a igreja atual:

captura-de-tela-2016-11-26-as-22-43-02

O QUE MUDOU QUANDO A IGREJA ABANDONOU O PEQUENO AJUNTAMENTO

captura-de-tela-2016-11-26-as-22-56-32

Alex Palmeira

Salvo pela graça, servo de Jesus, em missão como embaixador do reino de Deus – atua como diretor do movimento PN5.

União Sul Brasileira da IASD