Uma breve retrospectiva histórica e metodológica – Plantio de igrejas Autóctones

2 minutos | Postado 1 ano atrás

Quando consideramos as abordagens históricas mais comuns no processo de plantio de igrejas iremos notar que após a Reforma Protestante, no século 16, Gisbertus Voetius em sua Política Ecclesiastica descreveu os propósitos da igreja com incrível ênfase no evangelismo pessoal e treinamento de líderes.

Logo depois o Pietismo passou a enfatizar a salvação individual e não movimentos de plantio de igrejas, apesar de vermos também neste período várias iniciativas transformadoras através de missionários protestantes como William Carey e William Ward além de vários outros.

Em meados do século 19 Henry Venn e Rufus Anderson direcionaram a Igreja através de sua intencionalidade no plantio de igrejas, justificando que as mesmas deveriam, ao ser plantadas, ter três características básicas. Serem: auto-propagáveis, auto-governáveis e auto-sustentadas. Era o desenvolvimento do conceito de plantio de igrejas autóctones.

Na segunda metade do século 19, o esforço missionário denominacional combinou o plantio de igrejas com o desenvolvimento social quando foram construídos um número expressivo de hospitais, escolas e orfanatos em todo o mundo, gerando também crescimento e enraizamento denominacional nos países onde o evangelho avançou.

Hibbert observa, assim, que no início dos anos 80 havia três principais tendências quanto à ênfase no plantio de igrejas. McGravan e Winter enfatizavam evangelismo e crescimento de igrejas; John Stott e outros enfatizavam uma abordagem holística conhecida hoje como missão integral; Samuel Escobar, René Padilla e outros adotaram um foco mais radical na justiça social.

Encontramos hoje uma vasta proliferação de modelos de plantio e crescimento de igrejas tais de como de Garrison, Vineyard, Willow Creek, Ralph Neighbor, Charles Brok, Brian Woodford e muitos outros.

Observando os pontos positivos quase todos possuem três ênfases semelhantes:

1. Plantio de igrejas de forma intencional e planejada;
2. A rápida incorporação dos novos convertidos à vida diária da igreja;
3. Ênfase no treinamento de liderança local e comunidades auto-governáveis.

Autor: Ronaldo Lidório

Alex Palmeira

Salvo pela graça, servo de Jesus, em missão como embaixador do reino de Deus – atua como diretor do movimento PN5.

União Sul Brasileira da IASD