Discipulado em Comunidade

4 minutos | Postado 1 ano atrás

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Quando Jesus veio ao mundo Ele ampliou a dimensão de muitas coisas que eram a base da religião de sua época. O templo, o sacerdócio e o sacrifício são exemplos disso. Se pararmos para observar, praticamente todo o sistema estava fundamentado nestas três estruturas. Ainda hoje muitos mantêm de maneira contextualizada tais alicerces. Mas Jesus expandiu a visão da comunidade para além de um lugar específico de adoração e o trouxe para o seio da sociedade: a casa, a família. Ele ampliou o sacerdócio restrito a uma tribo, a um clero religioso para o sacerdócio de todos os crentes. E, por fim, Ele substituiu o sacrifício de animais pelo sacrifício perfeito de Si mesmo na cruz. A partir deste novo paradigma, a casa, as pessoas e o sacrifício de Jesus mostraram uma nova forma de aplicação da fé. O evangelho transcendeu as paredes da igreja, para chegar à intimidade das pessoas; o pastoreio se tornou mais próximo, eficaz; e o sacrifício mais real.

Neste processo, o discipulado em comunidade tem um importante peso de influência e o termo chave para fortalecer esta mudança é a palavra relacionamento. Sob esta base Jesus incorpora um novo estilo de liderança, capaz de subverter qualquer força. Este modo de vida caracteriza a maneira como nos relacionamos com Deus, com os outros e com o mundo. Jesus sabia disso, por isso nos evangelhos Ele sai da periferia em direção às cidades. Sua migração tem como objetivo a comunidade em transformação por meio de relacionamentos autênticos de discipulado. Ele derruba as barreiras da tradição exclusivista mantendo um comportamento contracultural de valorização das pessoas. Ele alcança as massas e as conduz ao reino sob a estratégia simples de compartilhar as experiências do dia a dia. Isso fez a diferença no tempo de Jesus e faz para nós hoje. O mundo moderno tem aparentemente tudo, menos relacionamentos autênticos. As pessoas estão clamando por companheirismo, serviço voluntário, amor gratuito, aproximação natural e fé pura. O que cativa é o simples – compartilhar experiências comuns juntos.

Pesquisas apontam que o número de pessoas que apostatam da fé está cada vez mais alto, chegando a índices alarmantes a cada ano. Se metade das pessoas que ganhamos para Cristo abandonam a igreja, há algo errado com a maneira como temos aplicado o termo discipulado em comunidade. Essas mesmas pesquisas mostram que o fator de maior peso para a apostasia é o relacionamento. Infelizmente, corremos o risco de ver a grande comissão sendo transformada numa grande omissão, com milhões de pseudocristãos, limitados a sua religião de fim de semana, como se a frequência a igreja, por duas ou três horas semanais, esgotasse o compromisso de discipulado. Não estamos imunes a tal patologia. Precisamos reimaginar a igreja sob a perspectiva de Jesus. Não podemos correr o risco de dogmatizar a forma, mas também não devemos pragmatizar os princípios, dos quais o relacionamento é o principal. Deus nos convida a um relacionamento com Ele, com os outros e com o mundo. Isso é sistematizado pela igreja através do processo de discipulado que a sustenta. COMUNHÃO com Deus; RELACIONAMENTO com os outros; MISSÃO com o mundo.

Seguindo esta dinâmica, este guia se propõe a ser uma ferramenta útil no plano de discipulado de sua igreja. O ponto de partida do Espírito Santo para implementar esse processo começa com você. Portanto, a maneira como você irá se comportar nesta caminhada vai determinar o alcance de Deus nas pessoas que Ele vai lhe dar para serem pastoreadas.

Temos uma visão simples para esse programa de discipulado de líderes:

Comunhão com Deus, relacionamento com os outros, missão aos perdidos.

Nossa missão é ajudar o perdido a ser salvo, o membro a se tornar discípulo e o líder formal em um ministro.

Alex Palmeira

Salvo pela graça, servo de Jesus, em missão como embaixador do reino de Deus – atua como diretor do movimento PN5.

União Sul Brasileira da IASD