2 princípios fundamentais da igreja

3 minutos | Postado 11 meses atrás

hands-of-prayer-christian-stock-image

“Dois princípios fundamentais devem nortear a forma de “sermos igreja”: o evangelho e a comunidade. Somos chamados a uma dupla fidelidade: à fidelidade ao conteúdo central do evangelho e à fidelidade ao contexto primário de uma comunidade crente. Quer estejamos pensando em evangelismo, envolvimento social, trabalho pastoral, defesa da fé, discipulado ou ensino, o conteúdo é consistentemente o evangelho cristão e o contexto é consistentemente a comunidade cristã. O que fazemos é sempre definido pelo evangelho e o contexto é sempre sermos parte da igreja. Nossa identidade como cristão é definida pelo evangelho e pela comunidade.

Ser missional

(centrado no evangelho) envolve duas coisas: Primeiro, significa ser centrado na palavra, pois o evangelho é uma palavra – o evangelho é uma notícia, uma mensagem. Segundo, significa ser centrado nas missões, pois o evangelho é uma palavra a ser proclamada – o evangelho são as boas novas, uma mensagem missionária.

Talvez tenhamos três princípios! A prática cristã deve ser

  1. 1) centrada no evangelho no sentido de ser centrada na palavra;
  2. 2) centrada no evangelho, no sentido de centrada nas missões; e
  3. 3) centrada na comunidade”. [1]

“Nesse sentido, a teologia que importa não é a que professamos apenas, mas a que praticamos. Como John Stott diz: “Nossas estruturas estáticas, inflexíveis e centralizadas são “estruturas heréticas” pois elas incorporam uma doutrina herética na igreja” Se a “nossa estrutura se tornou um fim nela mesma, não um meio de salvar o mundo”, é uma estrutura herética”. [2]

Ser centrada no evangelho e, ao mesmo tempo, na comunidade poderia significar:

  1. Ver a igreja como uma identidade e não uma responsabilidade com a qual devemos lidar em meio aos outros compromissos
  2. Celebrar a vida comum como o contexto no qual a Palavra de Deus é proclamada, sendo “falar sobre Deus”, uma característica normal das conversas diárias.
  3. Realizar menos eventos evangelísticos, clubes de juventude e projetos sociais e passar mais tempo compartilhando nossa vida com não-cristãos
  4. Iniciar novas congregações em vez de fazer crescer as existentes
  5. Preparar conversas sobre a Bíblia com outras pessoas, em vez de estudar sozinho na sua mesa
  6. adotar uma abordagem contínua de missão e atendimento pastoral, em vez de iniciar programas ministeriais
  7. Transferir a ênfase no ensino bíblico para o aprendizado e os atos bíblicos
  8. Passar mais tempo com pessoas excluídas da sociedade
  9. Aprender a edificar uns aos outros – e ser edificado – dia após dia
  10. Ter igrejas problemáticas em vez de igrejas dissimuladas.
  11. A igreja não é uma reunião que frequentamos ou um local no qual entramos. É uma identidade que é nossa em Cristo”. [3]

Referência:

1. Steve Timmis e Tim Chester. Igreja total, repensando radicalmente nossa apresentação do evangelho na comunidade. Niterói, RJ: Editora templo de colheita, 2011. pg 17-20.

2. John Stott. Sinais de uma igreja viva. São Paulo, SP: ABU, 2005.

3. Timmis e Chester,19-20.

Alex Palmeira

Salvo pela graça, servo de Jesus, em missão como embaixador do reino de Deus - atua como diretor do movimento PN5.
União Sul Brasileira da IASD